5 casos de mediunidade manifestada na infância

A mediunidade é definida como a comunicação com espíritos desencarnados, isto é, com a alma das pessoas que já morreram. Segundo a doutrina espírita, todas as pessoas têm a capacidade de se comunicar com os mortos, entretanto poucos são sensíveis o bastante para perceber.

Aquele que consegue identificar esse contato e desenvolvê-lo é chamado de médium. Essa pessoa é o elo entre pessoas deste mundo com quem já se foi. Muitos médiuns desenvolveram essa habilidade ainda quando crianças.

Os casos de mediunidade infantil são difíceis explicar, por outro lado não são comprovados cientificamente. Saiba quais são os casos mais:

1

Edgar Cayce

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Além de ser considerado um dos maiores videntes da história, Edgar Cayce (1877-1945) era capaz de realizar diagnósticos médicos mesmo a distância. A sua mediunidade se manifestou pela primeira vez aos quatro anos. Após a morte do seu avô, ele continuou a se encontrar com ele.

Durante o período escolar, Cayce tirava péssima notas. O fato mudou quando ele descobriu que conseguia absorver o conteúdo de um livro apenas dormindo com a mão sobre o objeto.

Aos 13 anos, teve a visão de um anjo que lhe disse para ajudar os doentes e aflitos. A primeira pessoa a curar foi ele próprio, receitou aos pais uma infusão com ervas. No dia seguinte, não se lembrava da receita, porém o chá o curou.

A partir desse episódio, dedicou a sua vida a realizar diagnóstico de doentes e a curá-los, mesmo se eles estivessem longe. Apesar de na maioria dos casos curar os enfermos, chegou a ser acusado de charlatanismo e ser repreendido por exercício ilegal da medicina.

2

Yvonne do Amaral Pereira

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Carioca, nascida em 1990, Yvonne do Amaral Pereira foi uma das mais respeitadas médiuns brasileiras. O seu caso de mediunidade infantil foi manifestado logo aos 29 dias de vida. Após ficar seis horas sem sinal de pulso e respiração, foi dada como morta. Durante seu velório, ela acordou de um estado de catalepsia, no qual havia realizado viagens astrais.

Antes mesmo de antes aprender a saber falar, já tinha visões de espíritos. Por alguns anos, teve dificuldade de aceitar os seus verdadeiros pais, creditando aos espíritos o parentesco. Dois amigos invisíveis a acompanhavam sempre, eram Roberto de Canalejas e Charles, que anos mais tarde ela teria descoberto que era seu pai em outra vida.

Aos 8 anos, foi dada como morta novamente, tais episódios se repetiram durante a sua vida. Nessa idade passou a ter contato com o espiritismo. Em uma das experiências de quase morte chegou a reviver o suicidou da sua alma passada, no século XIX em Portugal.

Yvonne dedicou a sua vida à psicografia, ao passe, à psicofonia, à desobsessão e dar receitas homeopáticas. Além disso, escreveu crônicas e contos que dizia terem sido contados a ela durante os sonhos.

3

Divaldo Franco

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Aos 89 anos, Divaldo Franco é um dos maiores missionários e divulgadores do espiritismo no mundo, sendo mais conhecido no exterior do que aqui.

Sua mediunidade foi manifestada pela primeira vez aos 4 anos, quando disse a mãe que uma senhora o aguardava na sala. A mãe não conseguiu ver a senhora, mas pela descrição era a avó falecida do garoto que ele nunca tinha ouvido falar.

Durante a infância teve dois grandes amigos invisíveis, um era o “indiozinho Jaguaraçu”, que reencarnou e continuou amigo de Divaldo em vida. O outro era o Máscara de Ferro, um espírito obsessor que o atormentou por 30 anos.

Aos 17 anos, Divaldo perdeu o seu irmão José. Em seguida, ficou enfermo sem conseguir mexer as pernas. Consultou diversos especialistas médicos, mas nenhum conseguiu dizer o que ele tinha. Uma médium identificou que o seu irmão estava agarrado a sua perna, após alguns passes, ele voltou a andar.

A partir desse momento, ele dedicou sua vida ao estudo do espiritismo. Possui mais de 250 livros psicografados, publicados em diversos idiomas. Todo dinheiro arrecado é doado para instituições filantrópicas. Na Bahia, Divaldo mantem uma casa de caridade que ajuda diariamente cerca de seis mil pessoas.

4

Irmãs Fox

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Em 1847, a família Fox se mudou para Hydesville, vilarejo americano próximo à Nova York. Logo as irmãs Katherine e Margaret começaram a ouvir barulhos pela casa. Após passar o medo, tentaram se comunicar e surpreendentemente o espírito respondeu e todos passaram a ouvir as batidas.

Através da comunicação do som das batidas e as letras do alfabeto, descobriram que se tratava de Charles Rosma, mascate (mercadores ambulante) que trabalhava no local e que fora morto pelos patrões.

Realizou-se várias escavações no local, mas o corpo não foi encontrado. Entretanto durante dez anos, as meninas realizaram apresentações com médiuns. Leah, irmã mais velha das meninas, realizava o gerenciamento.

Elas se desentenderam e as garotas foram a público dizer que tudo não se passava de uma armação. Tempo depois elas voltaram atrás e disseram que era verdade, só mentiram porque eram pobres e receberam $1.500 para tal.

Anos mais tarde, descobriu-se um esqueleto enterrado dentro de uma parede da adega da casa.

5

Elizabeth d’Espérance

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Elizabeth d’Espérance passou a infância sem a companhia do pai, que era marinheiro, e com pouco cuidado da mãe, que era enferma. Entretanto, ela era sempre acompanhada de espíritos. A pequena relatou os seus amigos invisíveis a um médico que a diagnosticou como louca.

Então, ela passou a ter medo das visões, começou a rezar, porém os eventos não cessaram cessaram. Certa vez, precisava entregar um texto na escola, mas não tinha inspiração. Ao acordar percebeu que havia feito o trabalho durante a noite, foi a sua primeira psicografia.

Ao se casar e morar em uma nova casa, as visões continuavam. Adquiriu conhecimento sobre o espiritismo e passou a saber lidar com os espíritos. Tornou-se médium e psicografou alguns livros.

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